O método MAIS: Em qual patamar de atendimento você se enquadra?

Por André Vinícius em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Em um mundo que os profissionais de marketing se empenham em entender e classificar cada tipo de cliente, nada mais justo que a mesma idéia seja utilizada para categorizar os vendedores em relação ao atendimento que estão realizando em suas empresas.

Com base em minhas avaliações, criei uma escala que classifica os profissionais de atendimento utilizando o método MAIS. Não se iludam achando que o MAIS sugere profissionais que sempre fazem mais pelo cliente. Entenda a sigla:

M – Medíocre

A – Atendimento sem sal

I – Iniciando uma melhoria

S – Superando expectativas

O “M” (Medíocre) serve para os profissionais que não fazem o “feijão com arroz” do atendimento. Estou falando daquela dicas que se aprendem em cursos, palestras e livros. Informações do tipo: “Sorria para o cliente”, “Agradeça”, “Seja simpático”. Não estou dizendo que isso deva ser deixado de lado, porém vale ressaltar que tais atitudes é obrigação de quem atende.

O “A” (Atendimento sem sal) se enquadra perfeitamente para a turma que só faz o ” básico”. Sabe aquele pessoal que faz as coisas porque é obrigação e não quer sair da zona de conforto? Estamos falando do colaborador que está na empresa para receber o salário. Prefere ficar no zero-a-zero. O mais importante é não receber críticas e nem elogios. Dessa forma, pode seguir mais um mês trabalhando e garantir o “pão e leite” das crianças.

O “I” (Iniciando uma melhoria) Este é o profissional que tem vontade de crescer mas lhe falta coragem para se destacar no atendimento. Ele até inicia uma cortesia a mais, procura ler algo que agregue valor ao cliente, mas peca pela falta de iniciativa. Este é o tipo do colaborador que tem uma ação reativa. Se o cliente sorrir pra ele, então ele dá um show. E se o cliente não lhe der brecha? Aí ele se fecha e faz o manjado “feijão com arroz”.

O “S” (Superando expectativas) é o profissional acima da média. Estima-se que apenas 10% dos colaboradores da empresa estejam neste patamar. Este é o tipo de atendimento que marca o cliente. Ele mostra atitude, vontade e empenho em resolver o problema do cliente.

Para que não tenha dúvida e saiba em qual patamar está você, seu colega de trabalho ou colaborador, preste atenção na seguinte situação:

O Cliente entra na loja e mostra interesse em comprar uma TV.

O atendente M (de “Medíocre”) pergunta ao cliente. “O que você quer?”. Se o cliente responder que gostou da TV, então ele diz: “O Paulo vai lhe atender. Este não é o meu setor”. Se a TV não tem mais no estoque, a resposta é: “Não tem mais esta TV. Qualquer coisa chama”.

O atendente A (de “Atendimento sem sal”) pergunta ao cliente. “Bom dia. Posso lhe ajudar?”. Se o cliente responder que gostou da TV, então ele diz: “Essa TV tem garantia de 4 anos, está na promoção, tem 42” e controle remoto”. Se a TV não tem mais no estoque, a resposta é: “No momento não temos mais esta TV. O senhor gostaria de ver outro modelo?”.

O atendente I (de “Iniciando uma melhoria”) pergunta ao cliente. “Bom dia. Essa TV é excelente. Tem vendido bastante.” Se o cliente responder que gostou da TV, então ele diz: “O produto tem garantia de 4 anos, funções integradas, opções de mostrar até 4 canais ao mesmo tempo, 42”, controle remoto, ajuste automático, sinal para TV digital”. Se o cliente fica quieto e não dá atenção, ele logo emburrado e vai para outro lado da loja.

O atendente S (de “Superando expectativas”) pergunta ao cliente. “Bom dia. Meu nome é Fulano e o seu nome? Seja bem-vindo a nossa loja. É uma satisfação tê-lo como cliente. Estou aqui para lhe orientar no que for preciso”. Logo em seguida, quebra o gelo dizendo “Permita-me o comentário, mas essa camisa é de muito bom gosto”.

O cliente fica entusiasmado com o comportamento do vendedor e informa que gostou de uma determinada TV para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Então o atendente explica: “Essa TV é excelente. Tem vendido bastante, tem garantia de 4 anos, funções integradas, opções de mostrar até 4 canais ao mesmo tempo, 42”, controle remoto, ajuste de sintonia, sinal para TV Digital e explica todas as funções.

Em seguida explica o valor do investimento, condições de pagamento e para ganhar o coração do cliente diz: Eu tenho um outro modelo que possui um pouco mais de recursos (e explica cada um deles, é claro!), a garantia é de oito anos, tem vendido bastante, a marca é excelente e não houve reclamação desde que começamos a vender este modelo há 6 meses. E te mais! O senhor ainda economizará 20%.

O cliente compra o produto, dá um abraço no vendedor e vai para casa aguardar a entrega da TV para assistir os jogos da copa. Só que o atendente S (de “superando expectativas”) não se cansa de encantar os clientes e no dia da entrega envia um pacote junto com a TV. Ao abrir o pacote, o cliente encontra uma tabela com os jogos da copa do mundo, dias e horários. Além da programação esportiva completa para todos os eventos de forma que o cliente usufrua da TV e não perca nenhum lance. Uauuu! GOL DE PLACA!

A pergunta que não quer calar:

De qual vendedor o cliente vai se lembrar quando ligar a TV?

Qual vendedor, o cliente vai indicar para os amigos?

Qual vendedor ganha mais comissões no mês?

Qual vendedor vai garantir o emprego e receber propostas melhores?

Qual vendedor ganhou um cliente e fez um amigo?

Um forte abraço e sucesso…

André Vinícius é consultor, escritor, professor em temas relacionados ao desenvolvimento empresarial, pessoal e tecnologia. Para conhecer um pouco mais sobre André Vinícius, acesse o site www.andrevinicius.com . Siga-o no twitter: @professorandre.

Seduzir para desprezar

Por André Vinícius em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Valores astronômicos são gastos todos os dias com campanhas mirabolantes de marketing para atrair clientes. Empresas despendem grandes quantias para anunciar na mídia: Internet, TV, rádio, jornais, panfletagem e outros canais de comunicação.

Em um primeiro momento a campanha parece funcionar. As pesquisas apontam que um número maior de consumidores passa a conhecer a marca e as lojas recebem mais clientes interessados em adquirir os produtos.

Com o passar do tempo observamos que os resultados obtidos estão muito longe do que era esperado. A loja vendeu menos do que o previsto para aquela ação de marketing. Mas o que será que aconteceu? Onde nós erramos dessa vez? Investimos uma grande quantia na publicidade da empresa, possuímos bons produtos e mesmo assim o retorno não veio. Como isso é possível?

Situações como esta são muito mais comum do que imaginamos. O erro não está na publicidade ou no produto. O grande problema de muitos fracassos que ocorrem nas estratégias está no atendimento suicida que é responsável por destruir tudo que você planejou.

É como se você convidasse uma pessoa para sair, levasse ao melhor restaurante e causa-se uma excelente primeira impressão. Mas no dia seguinte, você simplesmente despreza a pessoa e diz que não quer mais manter contato.

É exatamente isso que os atendentes e vendedores despreparados fazem com nossos clientes. Eles simplesmente desprezam o nosso maior patrimônio e jogam fora o dinheiro investido para levar o cliente até a empresa.

Reclamam do baixo salário e da falta de vendas mas não se empenham para agradar ao cliente que com tanto custo foi convencido a dar uma oportunidade para que a empresa possa conquistá-lo. Discutem porque o Brasil perdeu o jogo mas não abrem a boca para dizer porque perderam o cliente. Caminham em direção ao grupinho de funcionários, mas não se empenham em ir ao encontro do cliente quando este entra na empresa.

Este é o atendimento suicida que consome seus recursos e mata sua lucratividade. Então eu pergunto: Até quando nossos clientes vão ser desprezados? Quando vamos deixar de rasgar dinheiro e converter campanhas de marketing em clientes? Pense nisso e vamos em frente!

André Vinícius é consultor, escritor, professor em temas relacionados ao desenvolvimento empresarial, pessoal e tecnologia. Para conhecer um pouco mais sobre André Vinícius, acesse o site www.andrevinicius.com . Siga-o no twitter: @professorandre.

Vendedor precisa ter metas

Por André Vinícius em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Qual é o número de vendas que você pretende fazer hoje? Quanto você quer ganhar de comissão? Qual é a sua meta? Vendedor sem meta é como peixe fora d’água. Não ter meta é como ter um lindo barco e não saber para qual direção navegar. As metas são o desafio que move o vendedor. Bater metas é atingir o ápice. Quem tem vendas no sangue tem paixão por bater metas e superar desafios. E quais são suas metas de hoje?

As metas devem ser mensuráveis e possíveis de se alcançar. Exemplo: Se eu sou um vendedor de automóveis, tenho que mensurar qual valor pretendo vender hoje. Saiba que vender uma Ferrari não é a mesma coisa do que negociar um Fusca. Os dois são automóveis, porém, eu prefiro a comissão da Ferrari.

Cuidado com os exageros. Planeje metas que sejam possíveis para o momento. Mas também dou um conselho: Estabeleça o limite para você. Nada de se acovardar. Se você tem potencial para vender R$ 30 mil, então não venha estabelecer R$ 15 mil de meta por que isso é atitude de covarde. Busque a superação e continue a crescer e vender mais.

Divida a meta do mês em pequenas partes. Se você precisa vender R$ 30 mil em um mês, então divida isso pelo número de dias úteis. Se forem 20 dias, então você precisa vender R$ 1,5 mil por dia para chegar ao objetivo. Cada dia é uma meta e um motivo para buscar clientes. Se você vender pouco em um dia, assuma o compromisso de buscar a diferença no dia seguinte.

Assuma um compromisso com você. Anote sua meta em um local bem visível. Olhe para ela e imagine o desafio que virá pela frente. A cada contrato fechado; a cada venda finalizada assinale com um X na sua meta. Acredite: Isso dá um gás maior e uma adrenalina e tanto para o vendedor!

Sucesso e boas vendas!

André Vinícius é consultor, escritor, professor em temas relacionados ao desenvolvimento empresarial, pessoal e tecnologia. Para conhecer um pouco mais sobre André Vinícius, acesse o site www.andrevinicius.com . Siga-o no twitter: @professorandre.

Ridicularizando o preço

Uma das estratégias mais utilizadas na hora de negociar preços com o cliente é a ridicularização do investimento, ou seja, a redução do preço a um valor muito pequeno e que dá ao cliente a sensação de estar pagando menos. Muitas empresas têm se beneficiado desta estratégia para aumentar consideravelmente a sua carteira de clientes.

Vamos ilustrar este tema com alguns exemplos: Um vendedor que ofereça seguro para o automóvel do cliente por R$ 800,00 (oitocentos reais) anuais poderá obter melhores resultados ao pulverizar o investimento. Para isto, basta dividir o investimento pelo número de dias do ano:

R$ 800 / 365 dias = R$ 2,19 (dois reais e dezenove centavos) por dia!

O que você acha que agrada mais ao cliente: R$ 800,00 anuais ou R$ 2,19 por dia? Mesmo que as duas propostas sejam a mesma coisa, o cliente ficará mais feliz com a segunda opção. Como argumento o vendedor poderá perguntar ao cliente o que ele faz com R$ 2,19 por dia? O cliente dirá que este valor não paga nem uma lata de refrigerante ou um salgado. E o vendedor preparado dirá: “Com R$ 2,19 por dia, você protege o seu veículo contra furto e acidentes que além do transtorno trazem um prejuízo financeiro muito maior”.

Outro exemplo: Ao oferecer um curso ao cliente por R$ 100,00 (cem reais) mensais o mesmo pensará muito antes de fazer a matrícula visto que trabalha demais para conseguir este valor. Ao pulverizar o investimento substituindo o impacto dos R$ 100,00 por um valor diário talvez fique mais fácil para fechar o negócio.

R$ 100,00 / 30 dias = R$ 3,33 (três reais e trinta e três centavos) por dia.

Então fica mais fácil negociar com o cliente por que com R$ 100,00 ele faz muita coisa e com R$ 3,33 por dia não dá nem para comprar um lanche. Por este mínimo valor ele pode sonhar com a capacitação profissional e melhores oportunidades de vida. Ridicularize os preços e venda muito mais!

Sucesso e boas vendas!

André Vinícius é consultor, escritor, professor em temas relacionados ao desenvolvimento empresarial, pessoal e tecnologia. Para conhecer um pouco mais sobre André Vinícius, acesse o site www.andrevinicius.com . Siga-o no twitter: @professorandre.

Por que algumas pessoas não são promovidas nas empresas

Por Ricardo Piovan em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Canso de ver a seguinte cena nas empresas onde ministro minhas palestras e treinamentos:

Há uma nova vaga de gerente no departamento e estão na disputa Carlos e Aguiar.

Carlos é mais competente que Aguiar, mas de repente Aguiar é apresentado a equipe como o novo gestor da área.

A princípio você pode julgar que o processo foi injusto, que Aguiar tem “conhecidos” na diretoria e foi escolhido por este motivo, mas o fiel da balança pode ter sido algo que chamamos de marketing pessoal, pois Aguiar o faz com supremacia enquanto Carlos relega esta importante ferramenta para brilhar na carreira. Mas o que é marketing pessoal?

Marketing é uma ferramenta que as empresas utilizam para colocar os seus produtos em evidência objetivando vendas. Marketing pessoal é a mesma coisa, isto é, precisamos colocar nossos produtos (serviços) em evidência objetivando vende-los para conquistar um cargo mais elevado na organização.

Nos dias de hoje os profissionais estão cada vez mais parecidos em relação à qualidade de seus serviços, a diferença entre ser promovido ou não, pode estar no marketing positivo ou negativo que as profissionais estão fazendo de si mesmos.

Veja aqui um resumo dos principais passos para dominar esta ferramenta e com isto turbinar a sua carreira para a busca de promoções.

Você faz parte do Grupo dos 5%?

Por Ricardo Piovan em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Recentemente me deparei com um texto que gostaria de compartilhar, fala sobre as pessoas que têm sucesso em suas vidas profissionais e pessoais, pessoas que fazem uma grande diferença no futuro. Vamos ao texto:

Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula pedindo um pouco mais de silêncio, mas ninguém daquela turma se preocupou em atendê-lo.

Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou muito, pois os alunos ignoraram a solicitação e continuaram firmes com a animada conversa dentro da sala de aula. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e decidiu tomar uma atitude mais drástica.

- Agora prestem atenção, porque eu vou falar isso uma única vez – disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

- Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

- O interessante, é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção, notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

- É uma pena muito grande, não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores.

- Mas, infelizmente, não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo, será capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês, sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.

Não é preciso dizer, que o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso foi devastador. Aliás, essa observação, tocou fundo em todos aqueles alunos, pois a partir dali, aquela turma teve um comportamento exemplar, em todas as aulas.

Hoje, certamente há muitos que não lembram muita coisa destas aulas, mas a observação do professor, essa nunca mais esquecerão. Aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença na vida de muitos. De fato, podemos perceber que ele tinha razão e desde então, a maioria de seus alunos, fizeram de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não haveria como saber quem estava indo bem ou não; só o tempo mostraria a qual grupo cada um pertenceria no futuro próximo.

A pergunta persiste: Você faz parte do grupo dos 5% ?

Por que as pessoas ATENDEM MAL os CLIENTES?

Por Ricardo Piovan em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Não é raro observarmos funcionários errando ao atender mal um cliente, seja através da arrogância, displicência, falta de foco na solução da necessidade ou lentidão para resolver um problema, sem contar com a clássica dificuldade de comunicação, onde os colaboradores não compreendem corretamente o que o cliente está desejando.

A clássica frase “Freud explica” nunca foi tão verdadeira, pois o motivo do acontecimento dos pontos acima está ligado aos comportamentos das pessoas. Na nossa infância é moldada a base de nossa personalidade que refletirá as atitudes assertivas ou não do futuro, portanto o perfil comportamental definido na infância determina como me comportarei na vida adulta.

Em meus treinamentos de atendimento ao cliente adoto uma adaptação da teoria DISC, onde conscientizo as pessoas de suas virtudes e limitações comportamentais que estão ajudando ou atrapalhando o atendimento ao cliente. Após a aplicação de um teste as pessoas se identificam com um dos quatro perfis comportamentais existentes:

Guerreiro: Pessoas que possuem este perfil comportamental são rápidas e ágeis para resolver as necessidades ou problemas dos clientes, quando surge uma dificuldade elas arrumam uma forma de superá-la. Mas veremos que todos os perfis possuem pontos positivos e pontos limitantes, o guerreiro possui um sério problema de comunicação, pois como tem ansiedade em executar suas tarefas rapidamente ele pode não entender corretamente o que o cliente está querendo e com isto ele pode executar rapidamente algo errado. Outro ponto limitante deste perfil é a arrogância, pois ele “se acha” e sua prepotência pode desagradar o cliente e seus colegas de trabalho.

Influente: Este perfil é fantástico no que tange a dar atenção ao cliente, cativá-lo e deixá-lo a vontade. O influente é o boa praça e gosta de criar relacionamentos duradouros, uma ótima característica para atender bem o cliente. Mas seus problemas comportamentais podem comprometer o resultado, pois ele perde o foco facilmente, demorando a resolver um problema. Tem a mesma limitação em relação à comunicação que o guerreiro, pois escuta muito pouco o cliente e pode tomar decisões erradas ao buscar soluções.

Harmonioso: Os aspectos positivos deste perfil são a comunicação, pois ele compreende de forma clara as necessidades do cliente, são pessoas calmas e tranqüilas que demonstram total atenção ao cliente, além disto, são ótimos em momentos de conflito, pois compreendem os lados conflitantes e buscam soluções assertivas. O problema é que o harmonioso é tranqüilo de mais e isto o torna lento na execução das atividades e tempo é uma questão importante para os clientes. Outro aspecto limitante é que não gostam de mudanças não trazendo inovação para a empresa.

Perfeccionista: Como o próprio nome já diz estes são perfeitos, executam tarefa com maestria e excelência, são fantásticos comunicadores, pois compreendem claramente a necessidade do cliente assim como contribuem para que o resultado seja esplendoroso. As limitações estão na arrogância e prepotência, muitas vezes comprometendo uma boa relação com o cliente e com a sua equipe. Realizar as atividades no tempo certo também é um ponto de atenção, pois o perfeccionismo costuma demorar para acontecer.

Observando os perfis comportamentais acima você pode achar que estamos perdidos, pois todos eles têm pontos limitantes que podem atrapalhar o atendimento. A boa nova é que existem pessoas que conseguem equilibrar os perfis de forma consciente ou não, administrando seus pontos limitantes e ressaltando seus pontos positivos. Um guerreiro, que é rápido e supera dificuldades facilmente, pode, através da consciência, ficar atento a sua falha de comunicação e a sua potencial arrogância e trabalhar estes pontos até transformá-los nos pontos positivos do harmonioso por exemplo.

Treinamentos comportamentais focados para atendimento ao cliente disponibilizam as pessoas este autoconhecimento, promovendo assim mudanças comportamentais que nos transformam em profissionais mais preparados para atender bem os nossos clientes, pois eles são o maior patrimônio da empresa. Costumo invocar uma frase em meus treinamentos de um autor desconhecido que exemplifica bem o que estamos abordando: “Se não cuidares bem de seu cliente, alguém cuidará”.

Como você encara os seus problemas no trabalho?

Por Ricardo Piovan em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Há algum tempo estava ministrando minha palestra de inteligência emocional no trabalho na cidade de Valinhos em São Paulo e no fechamento do trabalho evoquei a célebre frase de Kelly Young onde ele sabiamente diz “ O problema não é o problema, o problema é a atitude que se tem perante ao problema”.  Logo após este evento nos foi servido um jantar comemorativo e fui indagado por uma pessoa que estava no auditório.

- Ricardo, você conhece alguém que não tenha problemas na vida pessoal ou profissional?

Com um tom de voz um tanto imperativo eu respondi:

- Não conheço caro amigo, pois com certeza todos nós temos problemas e a diferença entre as pessoas está em como elas reagem perante o problema, de forma proativa ou reativa.

Ele com um sorriso e olhos brilhando me disse:

- Muito prazer, você acaba de conhecer uma pessoa que não tem problemas na vida!

Ao dizer essas palavras ele não se estendeu no assunto e saiu para a execução do seu trabalho, pois vim descobrir que ele era o dono do local onde ministrei a palestra e precisava organizar o jantar que seria servido.

Aquelas palavras ecoaram durante a minha refeição, eu não conseguia entender o que ele queria dizer, estava ansioso para encontrá-lo no final do evento e pedir uma explicação para aquilo que me disse.

Mas não foi preciso procurá-lo. No meio do jantar um jovem garçom, acredito que tinha uns 17 anos, ao servir um cliente deixou cair um pouco de vinho em sua roupa. Neste momento a pessoa se exalta e reclama acintosamente o acontecido, criando ali uma certa confusão.

Neste momento uma voz chega ao meu ouvido com as seguintes palavras: “Ricardo, está vendo este garçom estabanado? Ele não é um problema para mim e sim uma MISSÃO”.

Não seria mais necessário procurar o meu novo professor, eu compreendi em segundos o que ele queria dizer. Podemos encarar os “acontecimentos negativos“ das nossas vidas profissionais e pessoais como problemas ou simplesmente como um desafio, uma missão, algo que precisa ser feito por alguém e que normalmente este alguém somos nós mesmos.

A partir daquele dia costumo dizer que não tenho mais problemas e sim missões nas quais sou escalado para realizar. Tenho missões a serem executadas na minha empresa, na minha casa, na minha carreira como palestrante. Acredite, quando você encara os desvios da vida com o olhar de missões talvez seja muito mais fácil conectar-se com as soluções e entrar em ação para resolver o que precisa ser resolvido.

E você, tem problemas ou missões a realizar?

Logística integrada e previsão de demandas

Por Raphael Roale em Artigos  / Nenhum Comentário
Assuntos: , ,

Como conceito básico de Logística Integrada, entendo ser um amplo sistema de visão gerencial da cadeia de abastecimento, desde o fornecimento de matérias-primas e insumos até a distribuição do produto acabado ao cliente final – o consumidor. Pode ainda ser considerado o retorno dos resíduos oriundos do produto, tais como embalagens e o produto propriamente dito para reciclagem.

A capacidade das organizações em prever as demandas tem a ver principalmente com a redução dos custos de armazenagem. Entender que estoques são recursos físicos e principalmente financeiros é primordial no ambiente competitivo. Assim, os estoques devem girar e se movimentar entre fornecedores, fábricas, depósitos e consumidores finais. A sua permanência em uma destas etapas do fluxo logístico, pode ocasionar em perdas, roubos, depreciação e prejuízos.

Então, a Previsão de Demanda é a principal informação que orienta o planejamento e as operações das corporações no que diz respeito à produção, armazenagem e entrega dos produtos ao consumidor final. Mas poucas empresas conseguem fazer essa previsão de modo eficaz e com as ferramentas adequadas à sua realidade e os erros da previsão transformam-se em decisões que geram perdas financeiras pelo mau atendimento ao mercado ou capital empatado em estoques de baixa saída.

Unir corretamente todos os processos de logística com ferramentas de gestão da informação que permitem diminuir consideravelmente a margem de erro na prvisão das demandas, é um diferencial competitivo importante nas organizações pela redução dos custos envolvidos na sua cadeia de suprimentos.

Insucesso Profissional: 87% das pessoas são demitidas por problemas comportamentais

Por Ricardo Piovan em Artigos  / 3 Comentários
Assuntos: , ,

Qualquer treinamento que ministro seja ele de liderança, resiliência, assertividade ou trabalho em equipe, sempre apresento a pesquisa da revista VCSA sobre os motivos das demissões nas empresas. Após verificar as causas do cartão vermelho dado pelo líder a revista chegou à seguinte conclusão: a cada 10 demissões no mercado de trabalho 8,7 delas são problemas comportamentais e apenas 1,3 está ligado à deficiência técnica.

São as atitudes das pessoas que as estão demitindo ou impedindo o seu sucesso dentro das organizações, costumo dizer que os 1,3 demitidos por insuficiência técnica também é um problema comportamental, pois a procrastinação ou a preguiça de buscar o conhecimento impossibilita a pessoa de estudar e resolver a sua dificuldade.

Outra pesquisa realizada com líderes e empresários aborda as 10 atitudes dos profissionais talentosos, aqueles que fazem diferença nas organizações e consequentemente são promovidos ou colocados em posição de destaque nas corporações:

1- Ele não é o mais inteligente e sim o mais comprometido com a empresa.

2- Ele realiza o que é delegado imediatamente, sem reclamar.

3- Ele colabora com seus colegas de trabalho, mesmo quando a tarefa  não é de sua área.

4- Ele participa, dá opiniões, mesmo correndo o risco de não ser bem entendido.

5- Ele termina o que começa.

6- É o que presta atenção nos detalhes naquilo que faz e procura fazer tudo bem feito.

7- Ele sempre faz mais que o solicitado, a todo tempo quer exceder nas suas atividades

8- É o que está sempre procurando saber mais sobre a empresa, participando dos cursos e palestras, para servir melhor clientes e colegas.

9- É aquele que não trabalha olhando o tempo todo para o relógio para ir embora.

10- É aquele que respeita o ambiente de trabalho desde como se veste, até como se comporta, e principalmente o que fala.

Incentivo as pessoas a não se limitarem na busca pelo aprimoramento técnico, mas também o autoconhecimento para aperfeiçoar os seus comportamentos pois não tenha dúvida que as atitudes limitantes podem comprometer o sucesso profissional.

Para validar este artigo gostaria de compartilhar com você a celebre frase de Peter Drucker, o guru da administração moderna: “As pessoas são contratadas pelo seu CV (habilidades técnicas) mas são demitidas pelos seus comportamentos”.